• O laço vermelho de camurça

    O alarme toca e ele não desperta: emerge. Como quem sobe de um mergulho longo, trazendo nos ouvidos o zumbido de um mar inventado. A mão encontrada antes do olho: desliza pelo criado-mudo, acha a tela, silencia. A casa ainda está de bruços quando ele escorrega os pés para fora da cama. O chão está frio.

    12 de outubro de 2025 - CHBLACKSMITH

  • Por que eu escrevo?

    Reflexão sobre por que escrevo: entre desafios, desistência e reencontro, descubro que a escrita é necessidade, propósito e vida.

    27 de setembro de 2025 - CHBLACKSMITH

  • Por que ler Ao Som da Trombeta?

    Uma jornada poética sobre amor, perda e redenção, explorando a profundidade das conexões humanas.

    9 de setembro de 2025 - CHBLACKSMITH

  • Como surgiu a duologia "O Andarilho Clemente"?

    A duologia "O Andarilho Clemente" nasceu em um dos momentos mais difíceis da minha vida. E talvez por isso ela seja tão honesta. A história gira em torno de Edgar, um jovem introvertido, fechado, com dificuldades reais de se conectar com outras pessoas. Ele não é um herói clássico, tampouco um personagem idealizado. Edgar é humano, com todos os ruídos, hesitações e silêncios que acompanham quem vive no limite entre o isolamento e o desejo de ser compreendido.

    26 de maio de 2025 - CHBLACKSMITH

  • O Andarilho Clemente - Duologia

    Uma jornada poética sobre amor, perda e redenção, explorando a profundidade das conexões humanas.

    5 de maio de 2025 - CHBLACKSMITH

  • Por quem vale a pena esperar

    Um romance poético sobre amor, tradição e esperança, escrito a quatro mãos como uma celebração do encontro.

    4 de maio de 2025 - CHBLACKSMITH

  • A Última Canção de Amor

    Um romance profundo e delicado sobre perdas, afetos e o poder transformador da música.

    3 de maio de 2025 - CHBLACKSMITH

  • O Andarilho Clemente - Capítulo 1

    “O Andarilho Clemente” é uma jornada poética e introspectiva sobre amor, perda, e a incessante busca por conexão humana. Com uma narrativa rica e personagens profundamente humanos, Chblacksmith nos presenteia com uma história que ecoa em nossos corações, lembrando-nos que, mesmo nas noites mais escuras, sempre há uma luz que pode nos guiar.

    7 de outubro de 2024 - CHBLACKSMITH

  • Águas Cinzentas

    A manhã estava cinzenta. Cabeças surgiam nas ruas, e as janelas se enchiam de pessoas curiosas. A maioria dos olhares carregava um certo espanto, mas eram claramente atraídos pelo fenômeno no céu. As nuvens negras de chuva se uniam em uma só massa. Nem mesmo as sombras das pessoas eram perceptíveis. Minha visão, porém, estava curiosamente clara, exceto por uma leve pressão incômoda no peito que ignorei, acreditando ser apenas ansiedade. Eu ignorava o fenômeno obscuro, pois da minha janela, sentia como se pudesse descrever o comportamento das pessoas de forma superior, como se não fizesse parte de tudo aquilo. Via todos como corpos famintos, vagando à procura de algo novo, algo que os nutrisse e distraísse de sua falta de intelecto. Algo que lhes dissesse que aquele vislumbre não era o ponto alto de suas vidas. No entanto, o dia seguiu de maneira contrária às minhas observações, totalmente imprevisível.

    6 de outubro de 2024 - CHBLACKSMITH

  • A Loja de Antiguidades

    Resolvi escrever este relato para você que chegou nesta sala pela primeira vez, espero que encontre no momento certo. Escrevo para evitar que você também enfrente dificuldades em entender o que se passa por aqui. Demorei uma eternidade para encontrar a resposta, e ainda não estou totalmente certo, mas sei que um pouco de informação é melhor do que nenhuma. Espero que você entenda que ler as próximas páginas não tomará seu tempo; pelo contrário, você é sortudo com a vida e o tempo em que nela está, o que lhe dá o poder de escolher suas prioridades. Portanto, não abandone estas páginas antes de eu terminar meu raciocínio. Dito isto, vamos ao que interessa.

    4 de outubro de 2024 - CHBLACKSMITH

  • A Penúmbra e o escritor

    Às 4h19 da manhã vivo as loucuras de um escritor com a mente tonta como em um pesadelo semi-acordado. Uma casa pequena, com dois cômodos nada espaçosos e um banheiro, não sei o que devo usar como quarto e o que devo usar como sala/cozinha/quintal/e o caralho. Como se já não bastassem todos os problemas de espaço, não se trata de uma casa pequena, mas de uma casa pequena compartilhada com outras três casas pequenas. De modo que nenhuma delas possui controle sobre o que a abastece, mas uma das casas manipula todo o resto. O aluguel se torna caro quando esses problemas são enfrentados corriqueiramente, enquanto a pobreza domina os odores do meu corpo.

    3 de outubro de 2024 - CHBLACKSMITH